quarta-feira, 28 de março de 2012

Feirabook: a rede social de Feira de Santana

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Foto: Reprodução

Um morador de Feira de Santana trouxe mais uma criação para o mundo das redes sociais, o Feirabook. Como o próprio nome sugere, o site de relacionamentos, desenvolvido pela empresa local 3it Systems, carrega em si referências explícitas ao Facebook, mas é nas particularidades e no vínculo da comunidade feirense que a rede tem causado furor na cidade.

“Eu não imaginava que nada mais pudesse ser criado de novo nessa área. Mas eu queria fazer algo que chamasse a atenção. Então, veio a ideia de criar uma página da nossa cidade, para que o nosso povo usasse e se conhecesse”, diz o Zuckerberg de Feira, que prefere não se identificar. O idealizador, formado em Sistema de Informação pela Unisa (Universidade Santo Amaro - SP),  conta que foi se inspirando nos grandes nomes da web, como Bill Gates, e na necessidade de participar de alguma maneira desse movimento global.

“Trabalhava em um escritório financeiro. Saí para fundar um negócio próprio, no ano de 2009. Quando vi o filme a Rede Social foi definitivo. Como sou cristão, pedi muito a Deus. Aí o Feirabook nasceu no dia 6 de março de 2012 e, nesta semana, iniciamos a nossa divulgação. Está sendo maravilhoso o retorno”, diz.

Desde o começo da rede, foram mais de 3.600 visualizações e abertura de 300 novas contas. O número é pequeno se comparado aos mais de 800 milhões do Facebook, mas passa longe de ser irrelevante. “A questão é que nosso foco são os feirenses. Você pode ter 900 amigos no Face, mas fala, convive e vê poucas pessoas. Seus amigos mais íntimos, seus vizinhos, colegas de trabalho. Todos vivem na mesma cidade. E juntamos isso nesse grupo menor”.

Para fazer parte da nova onda, o procedimento é similar ao das outras redes: e-mail, senha, dados pessoais, enfim, um cadastro básico.

Quem não reside na Princesa do Sertão também pode participar. É que o autor do Feirabook quer que sua rede funcione pelo mundo virtual afora ligando usuários que possuam qualquer vínculo e/ou interesse com o município.

Uma das diferenças mais visíveis, depois de criado o perfil, é a Timeline. No lugar das informações exclusivas dos amigos/contatos adicionados, aparecem as atualizações de todos os participantes das redes: álbuns, fotos, comentários, o famoso “curtir”, interações. Se quiser mais privacidade (a política de privacidade é, inclusive, livremente baseada na do Facebook), o usuário precisa configurar a página pessoal.

Há, entretanto, quem prefira o compartilhamento pleno das informações.  “No caso de uma rede menor como Feirabook, as atualizações de todos fortalecem os nossos laços. A gente termina até descobrindo quem é nosso vizinho, como o nosso colega pensa,  um desconhecido que é nosso vizinho”, sustenta Genilson Ribeiro dos Reis, 28 anos, estudante de Economia na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Outra diferença é a parte dos classificados. Qualquer feirense pode expor seus produtos, adquirir outros e vender serviços sem  cobrança. O usuário também pode fazer o upload direto das músicas que costuma ouvir para a página pessoal, deixá-la armazenada e acessível. A rede  é integrada ao Facebook, possibilitando ao usuário que já possua uma conta na “rede-mãe" se conectar diretamente.

É possível também votar nos perfis considerados “mais influentes”, o que gera uma visibilidade extra ao internauta, e também criar os famosos grupos/comunidades. A mais comentada, até o momento, é a Nerds e Geeks FSA, com oito membros, destinada aos jovens feirenses com “mais 20 anos que ainda moram com a mãe, são loucos por videogames, desenhos animados, e tecnologia”.As informações são do Correio.

Bico em lei: Pássaro 'não se importa' com aviso em placa e pesca em local proibido

Um exemplar de martim-pescador, também conhecido como pica-peixe (Ceryle torquata) foi fotografado, foi “flagrado” por um fotógrafo do Reino Unido pescando em local proibido. A cena mostra o pássaro com um peixe na boca, em cima de uma placa onde se lê o  (Foto: Caters)

Um martim-pescador, ave também conhecida como pica-peixe (Ceryle torquata), foi “flagrado” por um fotógrafo do Reino Unido "pescando em local proibido".
A cena engraçada mostra o pássaro lutando com um pequeno peixe na boca, bem em cima de uma placa onde se lê o aviso de proibição. Claro que ele não se importou com o que estava escrito ali.
A imagem foi feita por Dean Mason, nas proximidades do Rio Stour, em Wirborne, na Inglaterra. Ele disse ao jornal britânico “Daily Mail” que costuma frequentar o local há cerca de seis anos, mas que era a primeira vez que via de perto um martim-pescador em ação.
G1 / (Foto: Caters)

Grazi vai pagar R$ 70 mil a vítima de acidente, diz Tribunal de Justiça do RJ

Grazi Massafera OK (Foto: TV Globo / Alex Carvalho)Grazi Massafera durante a novela 'Tempos
Modernos' (Foto: TV Globo / Alex Carvalho)
O juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, do 9º Juizado Especial Criminal do Fórum Regional da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, homologou nesta terça-feira (27) o acordo realizado entre Grazi Massafera e Cauã Reymond e José Manuel Bouzas Villalon, vítima de um acidente envolvendo a atriz em 2010. Os casal de atores se prontificou a pagar R$ 70 mil à vítima. As informações são do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
O G1 tentou falar com a atriz e com duas assessoras mas, até a publicação desta reportagem, não tinha conseguido entrar em contato com elas.
O casal e seu motorista, Jaivaldo de Jesus Silva, eram suspeitos de praticar lesão corporal e de permitir, confiar ou entregar a direção do carro a pessoa não habilitada. O acidente ocorreu quando o carro em que Grazi estava bater em outro carro após avançar um sinal vermelho na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca. No acidente, José Manuel ficou ferido.
Segundo a assessoria do TJ-RJ, durante a audiência, Grazi reconheceu o erro em não ter mantido contato com a vítima, mas disse que tentou obter informações sobre sua saúde através do hospital e de parentes. Ela pediu desculpas por não tê-lo procurado diretamente. A atriz não admitiu, segundo o TJ-RJ, em momento algum ter dirigido o veículo sem habilitação.
De acordo com a sentença, “formulada a proposta de reparação de dano, a mesma foi aceita pelo ofendido, renunciando ao direito de queixa/representação”.
G1

terça-feira, 27 de março de 2012

Motorista com sintomas de embriaguez bate em poste e fica preso às ferragens em Betim

O poste caiu sobre o veículo que teve a frente completamente destruída (Moises Silva/EM/D.A.PRess)
O poste caiu sobre o veículo que teve a frente completamente destruída
 Depois de bater o carro que dirigia contra um poste e ficar preso às ferragens, um idoso foi encaminhado para o Hospital Regional de Betim, na Grande BH, nesta terça-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Juatuba que prestou socorro no local, Valter Batista de Souza, de 63 anos, tinha sinais de embriaguez, constataram os agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele sofreu trauma no rosto e contusão na pelve, além de escoriações e corte por todo o corpo.
A vítima perdeu o controle do Fusca que estava dirigindo e bateu em um poste na  Avenida Edmeia Matos Lazarotti, proximo ao supermercado Apoio Mineiro, por volta do meio-dia. Souza estava consciente no momento do resgate.

De acordo com  Ricardo Aparecido, filho do condutor do fusca envolvido no acidente, Valter Batista de Souza, 63 anos, estava indo pra a cidade de Igarape onde a familia tem um terreno e perdeu o controle da direcao do veiculo e bateu no poste. "A polícia pegou o telefone do meu pai, me ligou, como eu trabalho aqui perto cheguei quando meu pais ainda estava aqui. Meu pai estava indo sozinho para o nosso terreno, ai perdeu o controle e bateu no poste", relatou.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, segundo a Direção do Hospital Regional de Betim, Valter está respirando normalmente e tem o estado de saúde estável. Após uma primeira avaliação não foi constatada nenhuma lesão. 

No local compareceram a Polícia Militar, o SAMU, a Transbetim e a Cemig.  A Transbetim sinalizou o local com fitas amarelas. A Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG)  isolou a área. O incidente nao causou congestionamento nem a falta de energia na região. De acordo com os técnicos da Cemig que estavam no local, a empresa tem o prazo de quatro horas para efetuar a troca ou arrumar o poste.  Ainda de acordo comos técnicos, a região não ficou sem energia porque os fios se mantiveram intactos.

(colaborou Alice Brito)

Professora e monitora que obrigaram alunos a tirarem roupa podem pegar até dois anos de prisão

Podem pegar até dois anos de prisão, caso sejam condenadas, uma professora e uma monitora que obrigaram nove crianças a tirar as roupas depois do desaparecimento de cerca de R$ 30 durante uma aula do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais. Elas devem ser ouvidas ainda nesta semana pelo delegado que acompanha o inquérito.O caso aconteceu na terça-feira da semana passada. Segundo denúncias das crianças, a monitora, Priscila Correia Alves, saiu do local onde eram feitas oficinas com os alunos, que tinham cerca de 10 anos de idade. Quando voltou, encontrou a bolsa aberta. A mulher obrigou todos a tirar as roupas para verificar se havia dinheiro com eles. “Ela baixou a calça das crianças para encontrar o suposto dinheiro roubado. A professora também vai ser ouvida, pois estava dentro da sala com a monitora”, afirma o delegado responsável pelo caso, Wellington Clair de Castro. A diretora da escola, Maria Olimpia, também será chamada a depor para se saber quando foi informada sobre o caso e que atitudes tomou.

O delegado informou que a professora Rita Macedo e a monitora podem responder por constrangimento ao menor, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cuja a pena é de 6 meses a 2 anos de reclusão, e por constrangimento ilegal do código penal, com pena de 3 meses a 1 ano de prisão. “Nesta última lei, o constrangimento tem de ser praticado com violência e/ou grave ameaça. Pelo que apurei até agora, houve ameaça”, disse o delegado.

A polícia já ouviu quatro mães de alunos. Durante a semana está previsto o depoimento de outros familiares dos estudantes. A diretora, a professora e a monitora também deverão ser ouvidas pelo delegado.

A Secretaria de Educação da cidade informou que a monitora foi afastada das atividades.

Forró da Gota em Mairi

Carro rodopia e capota em estrada de Uibaí

Maria Gomes, de 50 anos, ficou apavorada quando dois pneus do carro que dirigia, um Siena Preto, Placa JFJ-9672, estouraram ao passar pela BA-805, entre Uibaí e Irecê, por volta do meio dia deste domingo (25).
 
A mulher disse que perdeu o controle da direção, o carro rodou na pista e só parou ao cair em uma ribanceira. Ela viajava com seu sobrinho e a mãe do rapaz, uma senhora de 60 anos. Maria afirmou que trafegava no sentido correto e que todos usavam cinto de segurança.
 
Ainda assustada, ela disse que “foi um milagre”, pois todos foram resgatados com apenas algumas escoriações. A parte traseira do carro ficou bastante destruída. “Mas o importante é que todos saímos com vida, foi um milagre”, comentou Maria. (Por Pascoal Ferreira)

Médico afirma que uso de armas taser pode matar

Guarda municipal com pistola na cintura na Praça da Liberdade: são 200 armas com os agentes da capital (TÚLIO SANTOS/EM/D.A PRESS)
Guarda municipal com pistola na cintura na Praça da Liberdade: são 200 armas com os agentes da capital

A pistola taser entra aos poucos no cenário da segurança pública em Minas Gerais como grande inovação em armamentos. São 560 equipamentos nas mãos de policiais militares de BH e da região metropolitana e 200 com a Guarda Municipal. Em breve, o interior do estado também receberá a pistola de eletrochoque cuja finalidade é imobilizar suspeitos. Mas a nova arma considerada não letal é alvo de controvérsia depois de dois casos recentes de morte. Segundo especialistas, ela pode matar, sim. Na madrugada de domingo, um homem de 33 anos morreu em Florianópolis (SC) depois de ser imobilizado por uma pistola taser durante ocorrência policial sobre briga doméstica. No dia 18, um turista brasileiro morreu na mesma circunstância em Sydney (Austrália).

As primeiras armas do estado foram entregues ano passado pelo Ministério da Justiça. Além da PM e da Guarda Municipal, Varginha, no Sul do estado, recebeu 30 pistolas. Em Uberaba, a Guarda Municipal também recebeu 100 pistolas taser. A assessoria da Guarda de BH informou que o taser é usado em último caso, depois de frustradas todas as tentativas de parar o suspeito com outros métodos, como a força física e spray de pimenta. Acrescentou que a arma já foi usada na capital, mas sem registro de excessos.

O chefe do Centro de Treinamento Policial, da PM, major Márvio Cristo, afirma que o taser é tema dos treinamentos constantes na corporação. “É uma tendência mundial e alternativa operacional, usada dependendo da necessidade”, afirma. Desde a chegada das armas, em julho de 2011, foram usadas sete vezes, das quais quatro pela Guarda Municipal. “Elas têm um chip que registra o uso”, informou o major.

Para o coordenador do Departamento de Arritmologia do Hospital Vera Cruz, cardiologista Geraldo Magela Alvarenga Júnior, o correto seria tratar a arma como “menos letal”. “Ela tem um risco, sim e, dependendo do caso, pode matar, principalmente os cardiopatas ou quem tem arritmia cardíaca”, alerta. Ele explica que assim como os choques são usados nos pacientes com arritmia para tirá-los desse estado, podem também provocá-los. E adverte: quanto maior a frequência dos choques ou quanto mais próximo do coração, maior a probabilidade de morte.

Em dois casos graves de arritmia, o coração pode parar instantaneamente: fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sustentada. Em ambas as situações, o ventículo é atingido e para de contrair, não bombeando mais sangue para o cérebro e outros órgãos. “É como se ele fosse uma mão que se fecha. Na fibrilação, ele fica tremendo e, na taquicardia, nem isso”, relata.

“Quando os ventrículos são atingidos a ponto de gerar uma parada, sem fluxo para o cérebro, a pessoa desmaia, tem uma síncope e se o coração continuar parado, sem manobras de ressuscitarão, como massagem cardíaca ou respiratória, começa a ter uma isquemia dos órgãos, inclusive do cérebro. A cada minuto nessa situação, tem 10% de chance a menos de se salvar.”

Para o médico, os efeitos da arma em seres humanos deveriam ser mais bem estudados antes do uso pela segurança pública ou, onde ela já está presente, ser até mesmo suspensa, como cautela para evitar novas mortes. “Desconheço um trabalho científico para testar isso em humanos. Como usar uma pessoa para dar alguns choques e ver a repercussão? O trabalho para comprovar o malefício ou não do taser, do ponto de vista ético, é complicado.”

CasosA 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis investiga A morte do assistente de controladoria Carlos Barbosa Meldola, de 33 anos, imobilizado pela polícia por uma taser. Na madrugada de domingo, ele morreu durante abordagem policial. A mulher dele, uma administradora de empresas de 31 anos, sentiu-se ameaçada e chamou a PM. Os policiais encontraram Meldola aparentemente sob efeito de drogas e descontrolado dentro do apartamento. Tentativas de diálogo não foram suficientes e os policiais decidiram usar as algemas. Como último recurso, eles usaram a taser que, segundo, a companheira, foi disparada três vezes até que o homem se escorou em uma parede, sem reação. Os policiais tentaram reanimá-lo sem sucesso. O delegado Antônio Cláudio Jóca, da 8ª Delegacia de Policia, sediada no bairro Ingleses, informou que pretende concluir o inquérito em 30 dias.

Um caso semelhante ocorreu na Austrália no dia 18. O brasileiro Roberto Laudisio, de 21 anos, foi morto por policiais em Sydney. Ele teria entrado numa loja de conveniência pedindo ajuda, porque estaria sendo perseguido por ter supostamente furtado pacote de biscoitos. , Laudisio foi abordado pela polícia e teria reagido. Ele morreu na calçada, depois de receber os tiros de taser. Estudante da PUC-SP, morava na Austrália desde 2011, onde estudava inglês e jogava futebol. O corpo só deve chegar ao Brasil daqui a duas semanas. (Com agências)

Anistia também condena a arma
O taser é tema de acalorados debates mundo afora. Relatório da Anistia Internacional questiona o uso da arma no Estados Unidos – foram mais de 500 mortes no país desde 2001. Na França, ação judicial movida pela organização Raidh – Réseau d’alerte et d’intervention pour les droits de l’homme (Rede de alerta e de intervenção para os direitos do homem, na sigla em francês) – resultou na proibição do uso do taser pelas polícias locais. Na Austrália também se cogita abolir o equipamento depois da abordagem policial desastrada que resultou na morte do brasileiro na semana passada.

Carreta pega fogo e tem perda total em Vitória da Conquista

Foto: Frarlei Nascimento / Blitz Conquista
 
Uma carreta pegou fogo na noite desta segunda-feira (26) na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.
 
A carreta passava pelo Anel Viário, na BR-116, seguindo em direção à Feira de Santana, quando o painel do veículo começou a pegar fogo. 
 
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local não era mais possível evitar a destruição total do veículo que pertencia à Transportadora Ramos. 
 
A Polícia Rodoviária Federal e a Via Bahia, concessionária que administra a rodovia, interditaram a pista por duas horas, até que as chamas fossem debeladas. Ninguém ficou ferido.

Acidente em Nova Lima deixa pelo menos 15 em estado grave e complica o trânsito na BR-040

Gol totalmente destruído depois do acidente. Nesse carro cinco pessoas ficaram feridas  (Jair Amaral/EM DA Press)
Gol totalmente destruído depois do acidente. Nesse carro cinco pessoas ficaram feridas
Um grave acidente deixou pelo menos 15 pessoas feridas e complicou o trânsito na BR-040, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na manhã desta terça-feira, um ônibus e dois carros se envolveram na batida, interditando o km 553, no sentido BH/Rio de Janeiro. O ônibus da empresa Rio Negro Turismo transportava trabalhadores da empresa Vallourec Mannesmann e ficou tombado na pista. Os dois carros ficaram completamente destruídos.

O ônibus saía da empresa que fica na Região do Barreiro, em BH. Segundo testemunhas, o motorista do veículo perdeu o controle da direção e arrastou os dois carros envolvidos no acidente. Primeiro, bateu num Kadet que saía da via marginal, no Bairro Jardim Canadá. Nesse carro, o motorista sofreu apenas escoriações. Em seguida, o ônibus atingiu um Gol e feriu gravemente os cinco ocupantes. Essa versão é confirmada pelo motorista do Kadete, que saiu de casa em direção ao Condomínio Alphaville, onde trabalha.

No entanto, o motorista do ônibus disse que trafegava na faixa da direita, quando o Kadet entrou na pista repentinamente. Ele bateu no carro, passou pelo canteiro central e se descontrolou atingindo o segundo automóvel. Ainda encostou em um barranco e tombou na rodovia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apenas a faixa da direita ficou liberada e o congestionamento chegou a cinco quilômetros. O ônibus transportava cerca de 33 passageiros e 10 deles sofreram ferimentos mais graves. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram socorro no local e encaminharam as vítimas para o Hospital João XXIII.

O em.com entrou em contato com a assessoria da Mannesmann e aguarda retorno.

Irregularidades

A PRF afirmou que não pode dizer quem estava certo ou errado, apenas a perícia vai mostrar a dinâmica da batida. Mas, informou que o motorista do Kadet era inabilitado e que o ônibus seguia a 100 km/h no trecho onde a velocidade máxima permitida é de 60km/h. Ainda segundo a PRF, o Kadet foi atingido no acostamento.

 (Jair Amaral/EM DA Press)


Perigo na rodovia

A BR-040 registrou graves acidente nos últimos dias. As ocorrências são registradas tanto no trecho Belo Horizonte/Brasília quanto na saída para o Rio de Janeiro. Nessa segunda-feira, a rodovia ficou fechada por quase 16 horas por causa do tombamento de um caminhão baú, em Ribeirão das Neves. No dia 17 de março, 15 trabalhadores morreram em acidente na cidade de Felixlândia, na Região Central do estado. O ônibus em que as vitimas estavam bateu de frente com uma carreta.FONTE :  www.em.com.br

Instrutor é indiciado por homicídio de baiana em queda de parapente no Rio

Reprodução

Foto: Reprodução

O delegado Fábio Barucke, da 15ª DP (Gávea), indiciou nesta segunda-feira (26) o instrutor de voo Alan Figueiredo por homicídio culposo por negligência, após a morte da nutricionista Priscila Boliveira. A jovem de 24 anos, irmã do ator Fabrício Boliveira, morreu ao cair de cerca de 20 metros durante um salto de parapente, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, no último domingo (25).
 
“Pelas imagens, percebe-se que a trava de segurança estava aberta. Mostrei para um instrutor e pessoas experientes e eles perceberam isso. Ele vai responder por homicídio culposo por negligência. A culpa foi dele que não travou a trava de segurança”, explicou o delegado. Homicídio culposo é aquele em que não há intenção de matar.
 
O corpo de Priscila Boliveira foi removido do Instituto Médico-Legal (IML) na tarde desta segunda-feira (26). O velório está marcado para terça-feira (27), em Salvador, onde a jovem morava.
 
O delegado explicou ainda que o instrutor de voo é aguardado para prestar novos esclarecimentos à polícia até sexta-feira (30), quando será indiciado formalmente. De acordo com Fábio Barucke, o advogado Marco Aurélio Gomes Araújo, que defende o instrutor, alegou que seu cliente está em estado de choque após o acidente.
 
Travas de segurança
 
Segundo o delegado, as imagens mostram que duas travas de segurança estavam abertas e, por isso, Priscila se soltou do parapente. "O instrutor perceubeu que alguma coisa estava errada. Ela teve sudorese, ficou nervosa, começou a suar e a escorregar. Ela pesava 92 kg. Ele [instrutor] atribui isso ao nervosismo dela e diz que não percebeu que a trava estava solta", disse ele.
 
As imagens foram analisadas por instrutores e profissionais experientes. De acordo com Barucke, a Anac diz que não regulamenta esse tipo de voo. "Tenho o regulamento na mão, que diz que a Anac não é responsável", explicou ele, afirmando que ainda pretende analisar os documentos para descobrir de quem é a responsabilidade pela fiscalização.
 
Ainda nesta segunda, o presidente da Associação Brasileira de Voo Livre (ABVL), Marcelo Silveira de Almeida, e o presidente do Clube São Conrado de Voo Livre (CSCVL), Carlos Trota, prestaram depoimento sobre o acidente de parapente.
 
A Associação Brasileira de Voo Livre informou na delegacia que o instrutor era habilitado. Segundo o delegado, os diretores da ABVL e do Clube São Conrado de Voo Livre afirmaram ainda, segundo o delegado, que os equipamentos estavam em dia.
 
"Vamos aguardar o laudo para ter certeza se o material estava em bom estado", explicou Fábio Barucke.
 
Equipamento de segurança
 
Na noite de domingo (25), o advogado disse que o instrutor Alan Figueiredo viu algo de errado no equipamento de segurança de Priscila segundos depois da decolagem. Ele contou que a dupla já havia caído antes de saltar e por isso houve duas decolagens. Segundo o advogado, o instrutor tem 12 anos de profissão.
 
Durante o depoimento, segundo o delegado, o instrutor contou, ainda, que tentou segurar Priscila com as pernas quando percebeu que ela estava caindo e que ela tinha se soltado da fivela de segurança. A vítima, de acordo com o depoimento do instrutor, caiu durante tentativa de aterrissagem.
 
“Ele falou que no momento do voo houve uma primeira tentativa, nessa primeira tentativa a vítima parou na corrida da rampa e eles vieram ao solo no momento da corrida e teve que fazer uma segunda tentativa. Na segunda tentativa a vítima novamente parou, mas eles foram assim mesmo, voaram, teve uma queda de altitude, mas logo em seguida eles recuperaram, e no momento do percurso ele percebeu que ela estava caindo, ele tentou segurar, botou a perna, mas ele não teve força suficiente, e ela caiu ao solo, vindo a morrer”, disse o delegado.
 
A polícia também tenta localizar a câmera que teria sido usada para registrar o voo. Segundo o irmão da jovem, a câmera sumiu após o acidente. O delegado afirmou que o instrutor será intimado a apresentar a câmera à delegacia, sob crime de desobediência.
 
A polícia vai fazer perícia no parapente e nas correias de segurança para tentar entender o que aconteceu.
 
Amigas acreditam em falha
 
Três amigas do irmão de Priscila, que estavam no local da decolagem, estiveram na delegacia na manhã desta segunda (26). Elas acreditam que tenha ocorrido uma falha na segurança. “Já vi muitas pessoas voando e na hora que eles saltaram, ela desgrudou dele, ela caiu. O parapente deu uma queda absurda e depois subiu. Isso não é uma coisa normal", diz a fotógrafa Carolina Beiriz, que filmou a decolagem da rampa de pouso.
 
"Vendo o meu vídeo você vê que eu dou um grito na hora. O que eu senti, depois do que eu filmei e cheguei lá embaixo e ela não estava, sabia que tinha alguma coisa errada. O cara não conectou a perna dela, para mim isso é fato”, afirmou Carolina, ressaltando que, depois do acidente, alguém da empresa ainda teria tentando devolver o dinheiro pago pelo voo (R$ 250) ao irmão da vítima.
 
Responsável por empresa nega falha
 
A assessoria do Clube São Conrado de Voo Livre, responsável pelo salto, lamentou o ocorrido e alegou que foi “uma fatalidade". O clube informou que “o índice de incidentes é muito baixo. Todos os instrutores tomam todas as precauções necessárias para a segurança das pessoas. Acidente como esse nunca ocorreu”.
 
Vinícius Cordeiro, diretor de Comunicação do Clube São Conrado de Voo Livre, disse que eles também vão investigar o caso.
 
“Aconteceu uma fatalidade.O voo livre está chocado com isso, a gente sente a dor dessa família, nunca aconteceu antes na história do voo livre no Rio de Janeiro e a gente tem que descobrir o que aconteceu”, disse Vinícius. As informações são do G1.